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CompreSempreBem: POLÊMICA TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO SEGUNDO MINISTRO MANOEL DIAS E INEVITÁVEL

11 de abr de 2015

POLÊMICA TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO SEGUNDO MINISTRO MANOEL DIAS E INEVITÁVEL

POLÊMICA TERCEIRIZAÇÃO DO TRABALHO SEGUNDO MINISTRO MANOEL DIAS É INEVITÁVEL


BRASÍLIA - Segundo o  ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que o projeto que regulamenta e amplia a terceirização no mercado de trabalho brasileiro contém uma série de avanços para os trabalhadores. 

Qual é a posição do sr. sobre a terceirização?
Sou contrário a qualquer medida que arranque os direitos dos trabalhadores. Mas a terceirização é um fato que existe hoje no Brasil, não adianta ignorar. Ela já existe. A falta de uma regulamentação, no entanto, gera insegurança jurídica para todos, então algo era necessário. Ainda no ano passado procurei o relator e propus a ele que, na medida em que a aprovação dela representasse um retrocesso aos trabalhadores, a presidente poderia vetar. Realizamos reuniões em 2014 que culminaram em um avanço muito grande.

Quais avanços?
O relator aceitou incluir a "corresponsabilidade" da empresa contratante, que será solidária. Outra foi a representação sindical. O trabalhador terceirizado deve ser representado pelo sindicato da categoria que esse trabalhador está inserido. Isso fortalece os sindicatos e mantém os trabalhadores defendidos.

O projeto, então, está perfeito como foi aprovado?
Falta ainda um ponto. Queremos deixar claro que a terceirização somente pode ocorrer para atividades-fim em empresas com uma única especialização. Não queremos permitir que empresas com todo tipo de especialização possam terceirizar tudo.

O movimento sindical está dividido. Como isso se resolverá?
Um dos fatos mais importantes da vida moderna é a negociação. O diálogo foi a base para avanços entre empregados e empregadores em todos os setores. Então, sabendo que temos hoje um Congresso muito mais conservador, a pauta trabalhista é prejudicada. Nosso partido foi contrário ao pedido de urgência ao projeto e lutou para não colocá-lo na pauta de votação da Câmara. Mas fomos derrotados. A partir daí, passamos a negociar, para que o texto, afinal, contemplasse melhoras para o trabalhador. Conseguimos avanços.